Por Luan Santos

Na última quinta-feira (23) foi feita a primeira Audiência de Instrução e Julgamento (AIJ) referente à chacina ocorrida em Março, em Conceição de Macabu.

A audiência estava marcada para começar às 9 da manhã , mas começou com atraso. Cristiano Maurício de Castro (Pindoco) entrou pela lateral do Fórum. Em frente, familiares e amigos se aglomeraram.

O crime aconteceu em Março. Cátia estava na casa e foi atingida com um tiro na cabeça. Ela sobreviveu, assim como seus dois filhos que ficaram escondidos em uma cortina na hora do crime.

Cristiano Maurício de Castro, conhecido como Pindoco, teria entrado na casa da ex-companheira, arrombando o portão e a janela da casa localizada na Rua José Luiz Sardinha, no bairro Vila Nova, utilizando um machado. Ele teria matado a ex-sogra, Mariza Alves dos Santos Moraes, 59 anos, sua ex-cunhada, Simone dos Santos, 39 anos e o sobrinho da ex-mulher e filho de Simone, Marcelo dos Santos da Silva, de 17 anos.

Vitor Meirelles, Advogado de Defesa. (Foto: Cíntia Viana)
Vitor Meirelles, Advogado de Defesa. (Foto: Cíntia Viana)

De acordo com o Vitor Meirelles, advogado de Defesa de Cristiano, hoje serão tomados os depoimentos das sete testemunhas de acusação. Ainda segundo Vitor, as testemunhas de defesa poderão ser ouvidas em suas cidades, já que não residem em Conceição de Macabu, mas ainda dependeria da decisão da juíza que acompanha o caso, substituta da juíza titular. “Acredito que não demore mais de um mês para que as testemunhas de defesa sejam ouvidas. As testemunhas de defesa, não houve tempo hábil para que fossem intimadas, então não haverá essa tomada de depoimentos hoje, muito menos a do réu que é o último ato dessa fase de instrução”, concluiu.

No final do dia, uma integrante da família, que também foi ouvida, disse que duas testemunhas de defesa estiveram depoimentos tomados. São elas: Taiane Monteiro e Diego. As testemunhas de acusação foram Cristiane (primeira da família a chegar até a cena do crime), Cátia (ex-mulher – sobrevivente). Além delas, duas crianças que seriam ouvidas, não estavam em condições de falar. Sendo assim, a psicóloga das mesmas, enviou uma carta, relatando o que foi contado pelos pequenos.

A PRIMEIRA AUDIÊNCIA

Cátia, sobrevivente da chacina ao chega ao Fórum (Foto: Cíntia Viana)
Cátia, sobrevivente da chacina ao chega ao Fórum (Foto: Cíntia Viana)

O advogado de defesa de Cristiano Maurício de Castro, Vitor Meirelles, fez um pedido de relaxamento da prisão, mas a juíza que acompanhou o caso, Márcia Regina Sales Souza e o Ministério Público negaram.

Na próxima audiência, que ficou agendada para o dia 26 de junho, será dada a continuação sobre o caso. Serão analisadas provas em defesa do acusado e depoimentos das testemunhas de defesa. Essas testemunhas serão ouvidas em outras comarcas, já que não residem em Conceição de Macabu.

Cristiano continua preso na Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro, em Campos.

“A prisão preventiva deve ser mantida porque o acusado oferece perigo e há provas de materialidade do crime. Além disso, a prisão foi embasada por fundamentos que permanecem íntegros e essa primeira fase do processo ainda não foi concluída, pois as mesmas testemunhas poderão ainda serem ouvidas em caso de eventual sessão plenária”, decidiu a juíza.

Ainda durante a primeira audiência, o advogado de Cristiano solicitou que a Justiça busque e apreenda uma suposta arma de fogo que pertencia a Marcelo Santos Silva, de 17 anos, morto na chacina. Além da arma, o advogado pediu, ainda, que fosse apreendida a cortina do banheiro da casa das vítimas onde os filhos do suspeito se esconderam para não serem mortos na hora da tragédia.

Os pedidos de apreensão foram concedidos pela juíza. A próxima audiência está marcada para acontecer às 9 da manhã.

Foto: Cíntia Viana/Portal Jornada
Foto: Cíntia Viana/Portal Jornada