Sistema ‘Quero uma Família’ ajuda crianças e adolescentes a encontrar novos lares

Durante o processo de adoção, é comum que os futuros pais e mães adotivos idealizem o perfil dos filhos que desejam ter. Normalmente, bebês ou crianças de pouca idade, sem problemas de saúde e da cor branca. Nem chegam a conhecer outros perfis fora das características determinadas. Assim, crianças e adolescentes de diferentes etnias, com faixa etária mais elevada, com irmãos ou com algum tipo de deficiência física ou mental permanecem acolhidos por anos, na expectativa de serem adotados por uma família.

Visando garantir o direito à convivência familiar e comunitária dessas crianças e adolescentes, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) criou o sistema “Quero uma Família”, que consiste em ferramenta de “busca ativa” por famílias adotivas para crianças e adolescentes que encontram-se em serviços de acolhimento, já com determinação judicial de colocação em família substituta. Eles, porém, não encontraram pretendentes habilitados interessados em sua adoção, mesmo após consulta ao Cadastro Nacional de Adoção (CNA).

Geralmente, são crianças e adolescentes que não se encaixam no perfil mais procurado, por serem mais velhos, possuírem algum tipo de doença ou deficiência ou integrarem grupo de irmãos que não podem ser separados.

O “Quero uma Família” permite que as pessoas que se habilitaram no CNA, inicialmente, para um perfil mais restrito, conheçam casos de crianças e adolescentes em situação de adotabilidade, com perfis diferenciados, aumentando as chances de meninos e meninas encontrarem uma família.

De acordo com o “Quero uma Família”, mais de 50% das crianças e adolescentes que estão no sistema são do sexo masculino, 68% têm idade entre 13 e 18 anos e 57% estão há mais de 4 anos esperando por um novo lar.

O sistema é acessível às pessoas habilitadas à adoção em todo o Brasil. Basta que o pretendente à adoção acesse o site (queroumafamilia.mprj.mp.br), preencha o formulário e anexe os documentos solicitados digitalizados. O “Quero uma Família” permite o acesso a informações básicas das crianças e adolescentes, como o primeiro nome, idade, sexo, se faz parte de grupo de irmãos ou se há alguma condição especial de saúde, caso seja conhecida.

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