logo_rpm_presskit.png
Mudanças no Enem 2017

Alta | Web
Gerente pedagógico do Descomplica analisa as modificações da prova (Divulgação) Gerente pedagógico do Descomplica analisa as modificações da prova
(Divulgação)
Gerente pedagógico do Descomplica analisa as modificações da prova
O Ministério da Educação (MEC) acaba de divulgar as mudanças na estrutura e na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, que será feito por milhões de estudantes de todo o país no fim do ano. O gerente pedagógico e professor de Geografia do Descomplica http://descomplica.com.br/ (maior player de educação online do país voltado para Enem e vestibulares que, recentemente, foi reconhecido como a terceira startup mais inovadora da América Latina) Claudio Hansen analisa essas mudanças, que vão impactar, também, o cronograma de estudos de milhões de estudantes ao longo deste ano:

“Mudança para dois domingos:

Entre as maiores insatisfações dos alunos em relação ao Enem, temos a questão do tempo de prova e do cansaço. Sendo assim, colocar a prova em um dia só (com 10 questões a mais que o atual modelo) foi claramente preterido em relação à opção de fazer a prova em dois dias.
A realização da prova em dois domingos vai trazer claros benefícios aos alunos. O cansaço depois de uma prova de 90 questões é bastante real. Muitos estudantes afirmam que fazer a prova em dias seguidos causa uma queda de rendimento. Com o novo formato, o aluno não precisa se preocupar com o quesito cansaço, além do fato de ter tempo para programar os seus estudos e fazer grandes revisões das disciplinas da semana, e não de todas.
Outro ponto importantíssimo envolve a questões dos sabatistas. O Enem possui um regime especial para as pessoas que, por conta de suas religiões, não realizam a prova no horário oficial. Contudo, essas pessoas passavam horas em salas isoladas e começavam a prova horas depois, causando perda de rendimento e, em alguns casos, até suspeitas de fraudes. Essa questão está resolvida.

Divisão das áreas (redação muda para 1º dia, matemática será feita junto com natureza):

De certo modo, o novo formato separou a prova em #humanas e #exatas, gerando reações bem diversas nos alunos, muitas vezes por questões meramente pessoais, por exemplo, “mando melhor em humanas”. O fato é que a nova proposta aproxima as habilidades exigidas nas áreas de conhecimento. Teremos um primeiro dia bem pesado no sentido da leitura atenta, interpretação e capacidade de escrita e concatenação de ideias. Um segundo dia mais ligado aos raciocínios lógicos e aos cálculos (obviamente não em totalidade).
Em um primeiro momento, estamos indicando novas formas de preparação para a prova, agrupando questões que sigam a nova organização do Enem e, assim, simulando as exigências que os alunos encontrarão nos dias de prova.
A maior preocupação aparente é o tempo de realização do primeiro dia, no entanto, essa questão sempre aparece em relação do dia que era realizada a Redação.

– Término do ranking das escolas

O ranking das escolas acabou virando uma grande ferramenta de publicidade para as próprias escolas, não melhorando a vida dos alunos, que precisa ser o centro das preocupações. Por mais que entender o desempenho das escolas possa interferir na escolha do local que se vai estudar, os critérios para determinar esse ranking começaram a não representar a realidade, uma vez que boa parte das escolas mais bem colocadas aparecia com poucos alunos em relação ao total (perto de 30), mostrando que esse ranking passou a ser mais importante para as escolas que para os alunos. Essa mudança acaba com essa questão e volta a focar os resultados no desempenho dos alunos”, conclui o educador do Descomplica.

Estudante enxerga pontos positivos e negativos
A estudante Rayane Lemos, 17 anos, acredita que há pontos positivos e negativos nas mudanças do exame. Ela terminou o Ensino Médio em 2016 e fez Enem, sendo aprovada para Zootecnia em universidade pública, mas desistiu de cursar e está estudando (exclusivamente pelo Descomplica) novamente para ingressar em algum curso de biomédica da UFRJ:

“Acho que essas mudanças têm um lado bom e outro nem tanto assim. Alterar para dois domingos dá mais tempo e tranquilidade para fazer as provas, e até mesmo um tempo para autoavaliação. Já sobre a parte de ser linguagem humanas e redação em um só dia, prefiro a divisão antiga, mas há um lado que acho um pouco bom. No meu 3° ano, fiz muitas provas objetivas dessa forma e o que ajudou foi que, em uma prova que tem redação, ler muitos textos pode ajudar a ter ideias e a clarear a mente na hora da construção do texto da redação”, analisa a aluna do Descomplica.