O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) instaurou inquérito civil para apurar possíveis falhas na política de segurança pública decorrente do grande número de cargos de papiloscopista vagos nos quadros da Polícia Civil do Estado do Rio (PCERJ).

 

O objetivo é garantir o serviço público de natureza essencial na área da segurança pública, já que cabe ao papiloscopista coletar e identificar impressões digitais. O trabalho possibilita, por exemplo, confirmar a identidade de cadáveres, de pessoas suspeitas ou presas, periciar impressões digitais em locais de crime, emitir atestados de antecedentes criminais, entre outras funções.

 

O inquérito tem como foco o concurso público realizado para preencher cem vagas de papiloscopista policial de 3ª classe, cuja fase de formação na Academia de Polícia do Estado do Rio acabou em julho do ano passado. Apesar de 96 pessoas terem concluído o curso de formação profissional, não houve até o momento a homologação do certame, permanecendo o quadro de pessoal técnico deficitário.

 

Em busca de informações a respeito do desempenho dos trabalhos papiloscópicos mediante a insuficiência de pessoal técnico, diversos diretores de Postos de Polícia Técnica serão chamados a se reunir com o MPRJ. Na ocasião, eles poderão esclarecer as dificuldades enfrentadas.

 

Número do inquérito MPRJ 2016 01078559

 

 

 

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Coordenadoria de Comunicação

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro