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Published On: qua, nov 23rd, 2016

A importante relação entre educação e cultura

Simone da Silva Viana – Professora e Pesquisadora que atua no curso de Pedagogia da Universidade Estácio de Sá de Campos dos Goytacazes.

simone-viana-arquivo-pessoal-3Nos últimos anos, a relação entre educação e cultura tem sido prestigiada na elaboração das políticas educacionais, mas ainda falta muito ainda para que isto ocorra de maneira plena em nosso país. Pois na atualidade são muito os problemas da sociedade, dos bairros e da comunidade, que acabam influenciando o modo pelo qual as políticas públicas são recebidas e postas em ação no cotidiano escolar.

Assim, não adianta apenas termos políticas educacionais, que prestigiam educação e cultura, cabe oferecer à grande maioria das escolas públicas, principalmente, que enfrentam dificuldades para colocar em prática as diretrizes e ações políticas estabelecidas no plano de governo, condições estruturais favoráveis para a execução dessas políticas, atendendo assim de forma eficaz às necessidades da educação. Visto que o artigo 10 da Lei nº. 9.394 (BRASIL, 1996) aponta que um dos deveres do Estado é “elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios.
Em relação aos tipos de políticas e ações do poder público, que poderiam ser realizadas no sentido de associar cultura e educação, os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs (BRASIL, 1997) são propostas do Ministério da Educação e do Desporto (MEC), datadas de 1997, 1998 e 1999, para a abordagem curricular da educação básica, com o objetivo de serem um referencial comum para a educação de todos os Estados do Brasil, não é suficiente, pois muitos professores têm tido dificuldades em aplicar as sugestões apresentadas por eles, o trabalho interdisciplinar ainda é um desafio no cotidiano escolar, sendo necessário políticas educacionais que atendam a regionalidade de cada lugar no Brasil.
Desse modo, verifica-se que a Nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de 1997, enfatizam a ideia de diversidade cultural, múltiplos olhares sobre a cultura e a História do patrimônio material e imaterial do Brasil. Nos permitindo, como professores ampliar estes temas, incorporando leituras críticas de textos em sala de aulas, resgates de lendas e tradições regionais, pesquisas de fontes históricas, estudo de textos literários, possibilitar discussões a respeito da diversidade cultural, narrativas cotidianas. Mas isso só será viável pedagogicamente, se Escola, Docentes e Alunos estiverem abertos para a realidade da comunidade escolar, pelo saber adquirido a partir das vivências e tradições da mesma.
A formação dos professores e a qualificação dos mesmos, também deveria ser uma ação, aliás, primordial, na execução de políticas educacionais que integram educação e cultura. É necessário qualificar os docentes, oportunizar novas metodologias de ensino que permita o uso de novas práticas educacionais e elaboração e execução de projetos pedagógicos que incentive a integração entre Educação e Cultura.
O currículo escolar, também é uma outra ação necessária, pois deveriam dar maior ênfase ao cotidiano escolar, permitir estudos de Histórias regionais, locais, que incentivassem a formação de uma identidade cultural e consequentemente nacional; dar ênfase as tradições, valores, memórias, vivências e uma nova percepção do tempo e do espaço.
Nos últimos anos, a relação entre Educação e Cultura foi incorporada nas políticas educacionais visando reforçar a autoestima dos alunos, fortalecer as identidades sociais e resgatar a história oral de diversas regiões, em outras palavras, as experiências culturais interagindo dentro e fora da escola.
Mas como disse antes, na realidade falta muito ainda, para que essas políticas sejam efetivadas de fato. É importante refletir esta questão, como a Cultura se traduz em experiências escolares? Qual a imagem que os alunos têm de si mesmos, de seu lugar, de seu país, do mundo em que vivem? É preciso, enquanto professores, buscarmos esse olhar, essa identidade, esse sujeito capaz de transformar a sua realidade a partir do conhecimento obtido pela mesma. Oportunizar ao aluno a busca de suas raízes, em relembrar coisas do passado, seja na família ou comunidade, na cidade ou região, tornando a história viva; tornando-se sujeitos de sua própria História, sendo capaz de transformá-la de maneira crítica e consciente.
As formas que os professores podem oportunizar, por meio de atividades pedagógicas, a busca por estas raízes culturais junto aos alunos, é através de projetos pedagógicos que trabalhem educação e cultura. A cultura é plural, implica sujeitos, valores, manifestações artístico-culturais e materiais, imaginário social, identidade, conhecimento, relações de poder, religião, etc.; possibilitando assim várias possibilidades de projetos interdisciplinares, girando em torno de grandes temas, como: Identidade e Pluralidade; Cultura de massa e Consumo; Patrimônio e Herança Cultural; Cultura e Cidadania. Todos estes temas estão interligados, valorizando a cultura no cenário educacional. Assim sendo, a cultura configura um mundo de símbolos, que atribui significados e delimita a forma como se lê, se sente, se vive; definindo a maneira de ser e de agir do indivíduo. Para que a abordagem pedagógica seja um sucesso, é necessário motivação, mostrando para o aluno, a relevância do trabalho para o seu entendimento do presente, mostrando que o assunto é importante e atual, despertando o interesse pelo Projeto, uma nova forma de ver e ensinar Cultura, aprimorando sua vida social e cultural.
É importante destacar que os projetos ou atividades pedagógicas, podem ser recriadas com a autonomia do professor, problematizando a relação cultura e educação, a partir de novas histórias e vivências.

Para uma boa prática, é necessário conhecer e fortalecer a identidade social, possibilitando ao aluno conhecer e reconhecer o espaço onde vivem, pertencer e se apropriar do mesmo no decorrer da sua História, promovendo a troca de significados e vivências.

Não há como falar de cultura sem falar de arte. O professor deverá promover atividades pedagógicas, como: visitas aos espaços culturais como museus, teatros e centros de exposição, permitindo ao aluno escolher seu roteiro; passeios na cidade e região em que vive, com guia turístico, para conhecer as curiosidades e histórias de lugares que fazem parte do seu cotidiano.

O contato com as diferentes formas de arte leva os alunos a conhecer, analisar, refletir e compreender os diferentes processos de Arte, com seus diferentes instrumentos de ordem material e ideal, como manifestações socioculturais e históricas. Analisar, refletir, respeitar e preservar as diversas manifestações, utilizadas por diferentes grupos sociais e étnicos, interagindo com o patrimônio material e imaterial da História a qual está inserido ( local, nacional e global) que se deve conhecer e compreender em sua dimensão sócio-histórica.

Vamos propiciar a sociedade cidadãos críticos, transformadores e sensíveis ao meio em que vivem!.

Ana Lúcia Bomfim
Assessora de Imprensa

About the Author

- Diretor do Jornal O Campista em julho de 2010 criei um blog denominado de Jornal O Campista qual tenho orgulho de ter feito em 5 anos um dos sites mais visitados do Brasil hoje com 4 prêmios de melhor do ano um site que nasceu de um sonho de abrir espaço a quem não tinha hoje temos mais de 11,000 assinantes e mais de 40 colaboradores dentro e fora do Brasil.

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